mudra

recluso
o corpo meio 
que desaparece
só a mente em
moto-contínuo
maquina

o resto
é estômago

e queda

falta de exercício
falta de sol
falta o espaço do caminho
ao espelho
vivo
que devolva e diga:
esta é você
que está aí-
-nda

por isso a fala
que se movi-
menta
a fala sobre
o movimento sim
ela vivifica

vontade de mover é
vontade de corpo
chance

de jogar energia
às extremidades, diz a moça
invertida

pensar em
ir e vir
à vontade
também

traz a tensão
ao bloco apagado
pulsando contido

há que mover
as pontas
bater as palmas &
panelas em tampas
até inoxidar o ar

plantar bananeira
com o pé sujo
na cortina

há que pulsar
o que se perde
para o inerte

parar de anestesiar

só o vivo dói
o morto tende ao contínuo

há que acariciar
a calçada
com as plantas
até queimar
o tendão

sair para ver as araras
quando possível
reverenciar sua cor
subir no dorso
do seu grito

deixar que vibre

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